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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Barbeiro e Deus:


Um homem foi ao barbeiro. E enquanto tinha seus cabelos cortados conversava com ele. Falava da vida e de Deus. Daí a pouco, o barbeiro incrédulo não aguentou e falou:

- Deixa disso, meu caro, Deus não existe!

- Por quê?

sexta-feira, 17 de maio de 2013

A escolha é sua!


15 de outubro de 1988

Momentos antes do acidente, André pega o carro do pai para darmos um passeio. Ele não tem carteira de motorista, mas vamos apenas passear bem rapidinho, portanto não há problema. Ele está correndo e ultrapassa um caminhão... Batemos nele de frente, em alta velocidade

23h48

– Conseguimos!! Tiramos a garota das ferragens do carro. Coloque-a na ambulância. O médico vai junto. A pulsação dela está fraca.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Eu perdi as oportunidades


No segundo domingo, é a mesma coisa. Eu já estou ficando cansada de ter que obedecer à minha mãe. Mais uma vez aquele homem fala e eu não ouço nem entendo nada. Acho tudo sem vida, quero voltar a viver. No terceiro domingo, resolvo levantar sozinha e me arrumar. Minha mãe fica imensamente feliz. Eu fico com imensa raiva. Faço isso para ela parar de empurrar esse Deus para mim. Eu aceito a vida, vida com o André, a minha vida.

Por volta das 11h da manhã, voltamos para casa. Uma maravilhosa e suculenta macarronada está nos esperando. Sentamos à mesa e nos deliciamos.

Já é tarde quando a campainha toca. É o entregador de flores. Minha mãe atende e me traz um ramalhete de rosas colombianas vermelhas. Lindas e perfumadas. Há um bilhete. Peço que leia para mim. Com toda sutileza, tira do envelope o papel amarelo escrito com letra tremida.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Estou deixando de viver


30 de julho de 1988, 11h58

Abri os meus olhos. Minha visão estava embaçada. Vi um quarto branco e agulhas em meu braço. Eu estava tomando soro, André ao meu lado.

– O que aconteceu?

– Você sabia que estava grávida e não me falou nada? Eu deveria deixar você aqui sozinha!

– Do que está falando? Quem está grávida?

– Não se faça de ingênua! O médico disse que você abortou. Queria ter um filho meu só para ficar comigo. É isso?

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Ninguém se prepara para morrer


29 de julho de 1988, 21h20

Era sexta-feira, dia de festa. Eu não estava muito bem. Há algumas semanas vinha sentindo enjoos e dores de cabeça. Nem quando misturava todas as bebidas ficava assim. Não podia reclamar com o André. Ele era um tanto explosivo e se eu deixasse de ir a alguma festa com ele, provavelmente ficaria com outra menina. Não podia perdê-lo por nada do mundo.

Fomos com Caio, amigo nosso, para a balada. A música estava alta e o funk era a grande sensação. Bebi muito, como sempre. Dancei a noite toda e beijei muito. A maconha estava presente. Eu curtindo! Por um momento, me lembrei de algo que minha mãe falava. Ela sempre dizia que ninguém se prepara para morrer. Todo mundo se prepara para tudo, menos para a morte. Nem sei por que isso passou em minha mente. Eu não me preparava para morrer porque estava preparada para viver e curtir tudo que podia.

Continuava no meio da pista com meu copo de uísque e meu cigarro. Uma forte dor abdominal me dominou. Caí. Fui pisoteada pelas pessoas que dançavam ao meu lado e me machuquei bastante. André, de imediato, me pegou no colo e me colocou sentada em uma das cadeiras perto do bar. Lá, o som estava mais baixo.

Percebi que estava sangrando. Pedi que me levassem para o hospital. Caio me levou, juntamente com Aninha e André. No caminho, muitas coisas passaram em minha mente. “Será que vou morrer? Por que sangro tanto?” Fiz, então, uma oração; muito envergonhada, mas fiz. Falei a Deus que, se Ele me guardasse, eu voltaria para os Seus caminhos... Desmaiei.

11ª de um total de 25 crônicas.

Continua na próxima edição.

A história é fictícia e baseada em fatos do cotidiano.

Colaborou: Méuri Luiza

terça-feira, 2 de abril de 2013

Isso é coisa de gente tapada!


Lembrei-me do último retiro de que participara. Ainda era pequena, me divertira muito e aprendera que Deus é O único que pode nos dar alegria.

Uma dor invadiu meu ser. Comecei a pensar se era feliz.

– Aqui está o café da manhã de vocês. Noto que está vendo o convite para o nosso retiro. Se quiserem, podem ir, tenho certeza de que irão gostar muito.

– Senhora, retiro é coisa de gente tapada! Somos jovens e descolados. Queremos viver a vida enquanto temos forças, depois podemos pensar em aceitar esse Deus de vocês.

– A oportunidade pode ir embora e vocês não terem outra.

André me olhou e desandou a rir. Fiquei quieta, não sabia o que dizer.

O café da manhã parecia não passar na minha garganta. Senti uma grande angústia na alma.

15 de outubro de 1988, 23h47.

– Um dia, o Homem de Branco enviou aquela senhora para falar dEle para você. Nós estávamos do seu lado, fechando seus ouvidos para que não entendesse o que ela falava.

– Mas eu ouvi, sim! Aceitei Jesus naquele dia!

(gargalhadas)

– Não aceitou, não! Você voltou para sua vida e quis vivê-la. Fez todas as nossas vontades. Preferiu o mundo.

Todos aqueles dias passaram em minha mente. Parecia o tormento eterno. Lembrei-me de cada momento. De cada palavra. De cada pessoa vindo me falar que Deus me queria de volta. Tudo era nítido em minha mente, e o que eu estava vivendo agora era real.

A dor era real. O cheiro horrível era real. Os fortes gritos eram reais.

Pessoas pedindo uma última chance estavam por todo lado.

– Quanto desespero! Quanta dor! Não quero ficar aqui! Por que não dei ouvidos àquela senhora? Por que não dei ouvidos à minha querida mãe?

10ª de um total de 25 crônicas.

Continua na próxima edição.

A história é fictícia e baseada em fatos do cotidiano.

domingo, 17 de março de 2013

Fui a sensação da festa


Todo mundo me achava o máximo do máximo. Minha popularidade aumentou ainda mais. Roupas extremamente curtas e coloridas. Cabelos esvoaçantes e maquiagem forte. No dia da festa, coloquei um tomara-que-caia branco e a minissaia jeans com um sapato de salto laranja. Deslumbrante Clara... Esta era eu.

Bebia, fumava... Bebia novamente e fumava mais ainda.

A música alta me convidava a dançar sem parar. Todo tipo de bebida, à vontade, à disposição de todos.

Meu show então começou.

Subi em uma mesa redonda e dancei muito. Sempre amei dança, era uma das minhas paixões.

Depois disso, só me lembro de acordar na cama do sótão com André ao meu lado. O dia já havia raiado.

Acordamos juntos. Olhamos um para o outro e rimos muito.

– Que noite boa, nunca dancei tanto...

– Você animou a festa toda, Clara. Foi a sensação da casa.

– Estou com fome, vamos tomar café em algum lugar?

– Eu também estou. Aqui perto tem uma casa de chá muito legal. Vou te levar lá.

Andamos de mãos dadas até a casa de chá. Um ambiente muito calmo. Meus trajes não eram dos melhores, afinal não trocara de roupa. Meus cabelos estavam despenteados, por isso fiz um coque básico. Minha meia havia desfiado, enfim, eu estava um horror rsrs.

Pedi café forte e pão. André, vodca.

– Meu filho, não vendemos bebidas alcoólicas – disse uma simpática senhora usando avental branco. Ela lembrava a minha mãe: calma e serena. Fazia dias que eu não falava com ela.

– Então me dê o mesmo que a moça – disse André, rindo.

Enquanto outro funcionário preparava nosso pedido, peguei um jornal para ler. Havia o anúncio de um retiro espiritual para jovens.

9ª de um total de 25 crônicas.

Continua na próxima edição.

A história é fictícia e baseada em fatos do cotidiano

terça-feira, 12 de março de 2013

“Estou simplesmente linda”


Era domingo. O dia estava simplesmente lindo. André e eu estávamos namorando. Às vezes, me pegava pensando o que o deslumbrante André vira em mim. Ele era forte e sarado, eu magrela. Ele era moreno de olhos verdes, eu totalmente branca. O que importava não é o que ele tinha visto em mim, mas que estava comigo.

Com isso, me tornei a garota mais badalada da escola. Minhas amizades já não eram mais aquelas de antes. Agora, todo mundo queria ficar perto de mim, porque era a “garota do André”. Isso era o máximo!

Queria cada vez mais. Mudei todo o meu guarda-roupa. Usava somente cores vibrantes. Minhas unhas estavam sempre pintadas de preto. Durante a semana, fui com uma amiga, a Andressa, colocar um piercing. Estava me programando para uma festa, na sexta-feira, na casa do Pablo. Com certeza queria algo muito maneiro.

Coloquei um em tom laranja no umbigo, que ficou muito lindo. Amei! Tinha que tomar todos os cuidados, por isso só usava calças baixas e tops, não podia deixar nada tocar nele, pois poderia infeccionar. A essa altura, minha mãe nem me via mais. Eu passava mais tempo na casa dos meus amigos do que propriamente na minha.

Eles eram tão legais, tudo que queria custeavam para mim. André me deu duas minissaias lindas: uma jeans e outra preta. Depois da aventura com o novo piercing, fomos a um salão de beleza. Pasmem! Cortei meus longos cachos dourados. Deixei-os bem desfiados e pintados de azul. Estava simplesmente linda!

8ª de um total de 25 crônicas.

Continua na próxima edição.

A história é fictícia e baseada em fatos do cotidiano.

terça-feira, 5 de março de 2013

Eu mentia... E daí?


– Fique de joelho diante do trono! O seu lugar agora é aqui, daqui você nunca mais vai sair! Viverá aqui por toda a eternidade!!

O fogo era muito alto e as pessoas estavam dentro dele. Não tinha como sair, não havia para onde ir. O fogo consumia tudo, o cheiro de enxofre era cada vez mais forte. O calor era insuportável, os vermes eram nojentos. Os demônios obrigavam as pessoas a se ajoelhar diante do trono, ninguém conseguia se esconder.

Havia muitos túneis, todos davam num lago com enxofre e muito, muito fogo. Pessoas gritavam desesperadamente, não tinha fim o tormento!!

Comecei a gostar da ideia de fumar maconha, mas tinha que esconder de todos da minha família. Passei a dormir na casa de amigas, para “estudar” matérias da escola. Santa ingenuidade...

Fiz tudo o que eu queria. Me tornei popular no colégio também, porque provei que havia dormido com o André. É assim, a gente prova e se torna popular. Mentir para minha mãe não era muito legal, porque ela sempre estava do meu lado em tudo, sempre fazia de tudo para me agradar. Mas o que eu podia fazer? Ela não iria deixar eu experimentar maconha, iria? Deixaria eu dormir com o André? Claro que não. Então? Por isso eu tinha que mentir. Mas não tinha problema. Deus entende... Na noite seguinte, André pegou o carro do pai e fomos passear; ele não tinha carteira de motorista, mas íamos passear bem rapidinho, não haveria problemas.

Ele estava correndo e ultrapassou um caminhão... Não me lembro de mais nada.

7ª de um total de 25 crônicas.

Continua na próxima edição.

A história é fictícia e baseada em fatos do cotidiano.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Eu estava com muito medo


Comecei a sentir muitas dores na cabeça, acho que o calor era tanto que estava fritando o meu cérebro. Eu via vultos passarem por todo lado, não havia lugar de paz, apenas de tormento. Eu estava com muito medo. Eles passavam por mim e zombavam, dizendo que eu nunca dera ouvidos à Palavra do Homem de Branco. O meu primeiro cigarro de maconha foram eles que ofereceram. Vermes começaram a subir em mim; quanto mais eu os tirava, mais eles vinham.

Um deles me jogou no chão e me mandou ajoelhar diante do trono de Satanás. Tudo era muito real, um lugar que nunca imaginara existir. Meu coração estava de tal forma disparado que parecia sair pela boca. Realmente eu estava no inferno, e aqueles que me acompanhavam eram demônios. “Não sei como sair daqui, não sei como cheguei aqui, sei que não quero mais ficar, estou com tanto medo, tanto medo... Quero voltar para onde eu estava. Quero dar ouvidos à minha mãe. Quero ir para a igreja e entender o que aquele homem falava naquele altar. Não posso ficar aqui....”

O desespero tomou conta do meu ser. Meu corpo não estava ali, mas sim a minha alma. Eu sentia tudo como se estivesse viva. “Será que estou morta? Não sei, não estou entendendo, só quero mais uma chance... Sinto sede...”

Meus lábios começaram a grudar e doer de tão secos que estavam. Procurei por água, uma gota pelo menos, mas não encontrei. Para todo lado só via chamas, pessoas gritando e gemendo de dor. Pareciam estar dentro de um caldeirão e não conseguiam sair. Demônios tentavam me levar para lá.

“Quero água... Deus, me ajude! Me ajude! Eu creio no Senhor! Agora eu creio no Senhor! Pelo amor de Deus, me dê mais uma chance!”

6ª de um total de 25 crônicas.

Continua na próxima edição.

A história é fictícia e baseada em fatos do cotidiano.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Cheguei em casa com os olhos vermelhos


Provei da maconha e achei aquela sensação incrível, queria mais. Naquela noite, eu tinha que chegar cedo em casa, afinal, aniversário de amiga termina cedo. Marquei com o rapaz de sairmos outro dia, eu iria inventar algo para minha mãe, ela caía em todas. Cheguei em casa com os olhos vermelhos, fui direto para o quarto porque não queria que minha mãe percebesse nada. No dia seguinte, fui à igreja com ela. Novamente foi dito que aquele que quisesse entregar a vida a Deus deveria ir até a frente e fazê-lo. Minha mãe disse que era bom eu ir.

Como sempre faço a vontade dela, assim não fica me perturbando quando quero sair, eu fui. Fechei meus olhos e fiquei pensando numa maneira de poder sair com o garoto popular da escola. “Já sei! Vou combinar com a Ana para ir à casa dela e lá eu saio com ele. Faço de conta que vou fazer um trabalho escolar. Eu sou muito esperta, engano quem eu quero.”

A oração acabou e eu nem percebi, quando abri os olhos as pessoas já estavam se sentando. Mas o meu plano já estava feito em minha mente. O culto acabou. “Ai, graças a Deus... Não aguento esse homem falando o tempo todo. Não entendo nada do que ele fala e tem gente ainda que chora aqui. Pra que eu vou chorar? Sou feliz como sou.”

5ª de um total de 25 crônicas.

Continua na próxima edição.

A história é fictícia e baseada em fatos do cotidiano.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Que lugar era aquele?



Os dois me pegaram pelo braço e me levaram até um túnel, onde ouviam-se gritos insuportáveis. Eu iria enlouquecer se ficasse ali.

– Quero sair! Não quero ficar aqui!

– Você nos procurou, agora não vai mais sair. Iremos lhe mostrar o seu lugar.

– Não! Eu não procurei vocês! Sou evangélica!!

Eles deram gargalhadas e me bateram, disseram que faziam eu dormir na igreja e ter um enorme desejo de sair logo da casa do Homem de Branco.

– Você nunca quis o Homem de Branco, então foi fácil trazê-la para o inferno.

– Inferno?! Como assim, inferno?!

Tentei fugir. Eles me soltaram, mas foi em vão; para onde eu corria havia fogo, um cheiro muito forte de enxofre, pessoas gritando por todo lado.

Eram verdadeiros berros, mil vezes mais fortes que gritos de desespero. Aonde quer que eu fosse havia alguém gritando e rangendo os dentes. Sim, rangendo os dentes; a dor das pessoas era tanta que seus dentes rangiam. 

Havia bichos por todos os lados, vermes comendo as pessoas. 

– Meu Deus, não quero ficar aqui! 

Nesse momento, eles me pegaram novamente, queriam que me ajoelhasse. Agora eu pertencia ao reino do inferno.

4ª de um total de 25 crônicas.

Continua na próxima edição.

A história é fictícia e baseada em fatos do cotidiano.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Eu e minha turma


Tenho projetos, muitos projetos. Sei que para eles se concretizarem tenho que suar muito, comer muito angu, como diz o meu pai. Mas tenho certeza de que vai acontecer, porque sou fiel a Deus, tenho confiado nEle e estou fazendo a minha parte. Todos os domingos, pela manhã, vamos à igreja; eu faço parte de um grupo junto com meus pais. Sou evangélica desde que nasci, meus pais conheceram a Deus antes de me terem, por isso não tive nenhum problema com eles como os adolescentes de hoje têm. Brigas, bebidas, discussões, miséria, isso não existe aqui em casa, realmente somos muito abençoados.

O ano letivo está acabando e preciso fazer o meu último trabalho. Vamos nos reunir na casa da Claudinha, de 18 anos, que faz parte do nosso grupo, composto por sete pessoas. Tem o Britinho, de 19 anos, a quem costumamos dizer para soltar a língua, porque é gago e a gente se diverte quando ele quer falar algo e não consegue. Mas isso não o afeta em nada. Outro dia a gente precisava de alguém para apresentar o trabalho para a classe e o indicamos só para zoá-lo. Ele sabe que o amamos muito. Há ainda a Aninha, de 21 anos, uma loira muito bonita; o Betão, também de 21, que é muito bacana e entende tudo de computador – ele os monta e desmonta com os olhos fechados –; a Maria, de 22, que tem problemas com a mãe, brigam muito; às vezes ela dorme aqui em casa.

2ª de um total de 33 crônicas.

Continua na próxima edição.

A história é fictícia e baseada em fatos do cotidiano.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

A história de Analu


Esta semana daremos início a mais uma história. Desta vez sobre a Analu. Nas próximas semanas você vai conhecê-la e a identificará em alguém. Afinal, quantas Analus não existem por aí e talvez próximas a você?

Eu amei, me dediquei, dei minha juventude para uma pessoa que me desprezou... Grávida, eu apanhei, fui violentada, chorei e o pedaço mais importante da minha vida me foi tirado... Perdi a dignidade, perdi tudo...

Cinco anos antes. Minha mãe está fazendo bolo de laranja com calda de maracujá, um dos melhores que eu já comi. Nossa família é muito feliz; claro que já sofreu muito nesta vida, mas hoje tenho uma família convertida e muito abençoada. Meu pai trabalha com vendas e minha mãe é dona de casa, mas sabe fazer todo tipo de artesanato. Nossa casa é bem decorada, tudo combinando. As cortinas com as almofadas, o tapete com o quadro, tudo está em ordem. Sempre jantamos juntos; já no almoço, cada um vai para o seu canto. É que eu estudo no período da manhã – faço faculdade de jornalismo – e à tarde trabalho nessa área em um jornal da cidade. Estou me esforçando ao máximo, dando tudo de mim para ser uma grande jornalista.

1ª de um total de 33 crônicas.

Continua na próxima edição.

A história é fictícia e baseada em fatos do cotidiano.
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