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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Promessa do Dia 07/ 01/ 2012








“Estou plenamente certo de que aquele que
começou boa obra em vós há de completá-la
até ao Dia de Cristo Jesus.”
( Filipenses. 1 – 6 )

Diferenças entre Oferta e Sacrifício

A oferta pode ser qualquer coisa. Tudo que eu dou ou faço pra Deus é uma oferta. (jejum, oração, doações, trabalhos na igreja, colaboração, etc…)
A oferta quando é dada não faz falta, já o sacrifício é diferente pesa e faz falta.
O sacrifício é único e tem nome. Deus quando pediu o sacrifício à Abraão disse: “Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas…”(Gen.22.2) Podemos observar que Deus teve que falar o nome do sacrifício que ele queria, porque senão Abraão certamente sacrificaria Ismael porque os dois eram filhos dele. Deus foi específico no seu pedido.
O que é sacrifício pra uns é oferta pra outros, e o que é oferta pra uns é sacrifício pra outros. O sacrifício é algo extremamente pessoal.
O sacrifício tem a vida da pessoa, a vida da pessoa está inserida no seu sacrifício. A oferta não tem a vida mas sim a consideração, a emoção: a igreja precisa de ajuda, eu estou ganhando almas através dessa oferta, eu cheguei aqui e não tinha nada, etc… São duas coisas que para muitos são muito parecidas, mas na verdade são completamente diferentes.
A pessoa quando apresenta a sua oferta no altar, ela entrega, a oferta fica no altar e ela sai. No sacrifício, a vida da pessoa fica no altar clamando por ela, como está escrito: “Pela fé, Abel ofereceu mais excelente sacrifício do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas. Por meio dela, mesmo depois de morto ainda fala” (Heb.11.4) Deus se agradou de Abel e de seu sacrifício, não por ser Ele um mercenário, e sim porque a vida de Abel estava naquele sacrifício, havia sangue, renúncia. Essa foi a grande diferença entre aquilo que foi oferecido no altar pelos dois.
O sacrifício não é o que a pessoa dá e sim o que ela faz. Não é o simples fato de sacrificar algo no altar que vai determinar se o sacrifício é perfeito ou não e sim o que a pessoa fez pra chegar até ali, ou seja, o que ela teve de renunciar e fazer até o momento de chegar diante de Deus.
Visão, ambição e revolta são os três principais fatores que fazem a pessoa fazer um sacrifício no altar.
A oferta não dói, o sacrifício provoca a dor da perda de algo importante. A pessoa dá uma oferta e esquece, mas o sacrifício marca a vida de qualquer um.
O sacrifício é uma revelação de Deus, ou seja se Deus não fala não existe sacrifício.
O aroma da oferta sobe diante de Deus, mas o sacrifício faz Deus descer.
O sacrifício feito fora do altar não muda nada na vida da pessoa. O sacrifício pra mudar tem que ser feito no altar. A pessoa tem que fazer a coisa certa no lugar certo. A pessoa está acostumada a fazer sacrifícios fora do altar: para educar os seus filhos, para salvar a vida de uma pessoa enferma, abandona a família por causa da sua profissão, etc… São sacrifícios que ajudam mas não muda a vida de ninguém.
O sacrifício perfeito é realizado no altar, porque o altar é o lugar de Deus, como está escrito: “O fogo arderá continuamente no altar; não se apagará”(Lev.6.13)
Todos os problemas são resolvidos no altar, o sofrimento e a dor acabam no altar, a libertação e a mudança de vida acontecem no altar.
Sacrificar é abrir mão de algo grande em favor de algo maior. É aquilo que dou e se Deus não responde eu estou perdido. O que me deixa na total e dependência de Deus. É como pular de avião sem pára-quedas. O      sacrifício me deixa sem nenhuma reserva. Não é o que eu quero dar, e sim o que Deus quer que eu dê.

6º Dia – Sim senhor, coração!



As Escrituras Sagradas possuem quarenta escritores, entre os quais estão reis, príncipes, poetas, filósofos, profetas, estadistas, um médico, um coletor de impostos e um advogado.
Oriundos de diversas classes sociais, alguns eram instruídos em todos os estudos da época, enquanto outros eram pescadores sem cultura.
O Antigo Testamento foi escrito em hebraico. Apenas alguns textos foram escritos em aramaico. O Novo Testamento foi escrito, originalmente, em grego, que era a língua mais utilizada na época.
Apesar de possuir vários escritores de classes diferentes, instruções diferentes e tempos diferentes, toda a Bíblia foi escrita num período aproximado de 1600 anos (entre 1500 a.C e 100 d.C), mesmo assim, ela não se contradiz em nenhum momento. Isso se deve ao seu Único Autor, Única Mente e Único Espírito de Deus, Inspirador de seus escritores e servos.
A Bíblia é Deus falando ao intelecto humano. Falando por meio do homem, falando como homem e falando a favor do homem; mas é sempre Deus falando.
E no Seu cuidado com a raça humana, diz:                                                          
“Dar-vos-ei pastores segundo o Meu coração, que vos apascentem com conhecimento e com inteligência.”
Jeremias 3.15
É extremamente importante observar na meditação bíblica o Espírito Santo arremetendo-nos a uma consciência de fé pura.
Fé isenta de sentimentos, isenta de ilusões, isenta de fanatismos, enfim, isenta dos cinco sentidos naturais. Mas não isenta de tribulações, até porque são estas que nos fazem crescer, amadurecer e desenvolver a fé.
Como sexto sentido, a fé sobrenatural é concedida aos nascidos do Espírito, a fim de vencerem até o mundo para a conservação da salvação eterna da alma.
“… porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” I João 5.4
Como os ouvidos físicos provam as palavras, e o paladar a comida, assim também os ouvidos espirituais
provam da boa Palavra de Deus e sustentam a fé sobrenatural que vence o inferno das dúvidas.
Os ouvidos espirituais são sensíveis à voz de Deus, mas resistentes à voz do coração.
Infelizmente, quase todos os que se dizem cristãos têm sido sequestrados pelos sentimentos do coração.
Também, pudera, querem Jesus apenas como Salvador. Senhor, só o coração.

5º Dia – Tampa da Panela



A fé tem mistérios que, por falta de discernimento espiritual, tem confundido e iludido as pessoas não transformadas.
Pedro teve fé para andar sobre as águas, mas não teve a mesma fé para se manter sobre elas.
Por quê?
Porque há dois tipos de fé: a fé racional e a fé emocional.
A fé racional pensa, concorda e age de acordo com a Palavra de Deus, independentemente do que sente ou deixa de sentir.
Já a fé emocional submete as Escrituras Sagradas aos sentimentos do coração. Parece absurdo, mas tem sido muito comum, ultimamente.
Quando não se alia a fé sobrenatural ao intelecto, os sentidos naturais do coração prevalecem e os resultados são pífios.
A fé emotiva tem se fundamentado nos sinais de curas e milagres visíveis. Por conta disso, se mantêm na "fé", por algum tempo. Porém, sobrevindo as tempestades, abandonam a "fé". Daí a razão de ex-pastor, ex-obreiro, ex-membro, ex-esposa de pastor, ex-liberto, ex-salvo, ex-cristão…
Pedro foi vítima desse tipo de fé. Só porque viu Jesus andar sobre as águas teve fé para andar também. E andou. Mas por pouco tempo.
Isso é o que tem acontecido com os que vivem na base da fé emotiva. Andam com Jesus por algum tempo. E quando sentem muito a falta de uma tampa para sua panela, por exemplo, acabam se deixando queimar pelo fogo do coração e agarram o primeiro fogão de lenha. Depois ficam desesperadas procurando lenha para sustentar o fogo.
Já os sábios não são assim. Raciocinam. E quem raciocina não se satisfaz com migalhas. Pensa grande. Pensa de acordo com os pensamentos do Todo-Poderoso.
Quem usa a fé racional pensa, imagina e projeta seus sonhos para um futuro promissor que começa no presente.
Não é imediatista nem dá a mínima para “as coisas que se veem, mas as que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.” 2 Coríntios 4.18
Os sábios têm discernimento. Sabem que a construção na areia é fácil e rápida, mas não oferece segurança. Sua cautela racional escolhe a Rocha para construir.
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